E o que faz a diferença na hora da contratação?
As áreas de recursos humanos nos dias de hoje, além de exigir competência técnica dos candidatos, busca pessoas com habilidades e atitudes específicas às necessidades da empresa que demanda a vaga.
O profissional de recursos humanos hoje tem a necessidade de interagir com o solicitante da vaga para entender a complexidade da mesma, só assim pode encontrar condições de assessorar corretamente a empresa que precisa contratar.
O que o profissional de recursos humanos precisa saber/conhecer junto ao solicitante da vaga em aberto?
Selecionar pessoas é comparar seres completamente desiguais é, portanto, uma tarefa que exige muito do selecionador.
Para tal, a empresa que necessita contratar colaboradores deve cercar-se de cuidados para diminuir a subjetividade na hora da comparação. Por isso a necessidade de contar com um profissional de recursos humanos capacitado tecnicamente e mais que isso, que disponha de um conjunto de elementos que tornem este processo menos subjetivo e mais pragmático. Alguns desses elementos são:
• Ter a descrição do cargo da vaga em aberto;
• Conhecer os pré-requisitos da vaga em aberto;
• Conhecer os principais desafios esperados pela área solicitante;
• Ter a percepção correta do perfil comportamental esperado/desejado;
• Conhecer a cultura, os valores e os princípios, não só da empresa, mas da área, bem como da equipe da vaga em aberto;
• Conhecer (e entender) a missão, a visão, os objetivos estratégicos, os princípios da empresa para não contratar “um estranho no ninho”; e
• Buscar sempre a participação do solicitante da vaga. Sem esta participação o processo seletivo ficará comprometido.
Por que isto tudo?
A maior missão de um profissional de recursos humanos é oferecer à organização que contratou seus serviços a correta contratação do novo colaborador. Um erro de seleção pode acarretar em desgastes e prejuízos incalculáveis à organização, bem como desperdícios inimagináveis. Tais como:
• Retrabalho. Já que a pessoa selecionada não apresenta o perfil correto para o cargo;
• Dinheiro e valioso tempo de treinamento dispensado à pessoa errada;
• Tempo de outros colaboradores orientando o recém-contratado;
• Falta de fluidez nas tarefas do setor envolvido, visto que a nova contratação não oferece o perfil necessário ao bom desempenho. Isto gerará, na equipe de trabalho como um todo, baixa produtividade; e
• Possíveis problemas no atendimento ao cliente externo.
O processo seletivo tem alcançado tal valor entre as organizações que as universidades e entidades voltadas à formação profissional em seus programas de desenvolvimento e capacitação profissional ou acadêmica, dão forte ênfase à questão da seleção por competências.
A seleção por competências nada mais é que ter em nossos quadros de colaboradores, pessoas capazes de desempenhar determinada atividade com eficácia, em qualquer situação.
Concluindo, é importante entendermos que a Seleção de Pessoal é uma tarefa estratégica que precisa ser administrada por profissionais de Recursos Humanos que sejam preparados tecnicamente, através de metodologia própria da área e também de modo focado em cada caso e organização. Não pode mais ser visto como um evento subjetivo e sem importância.
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